sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Crítica: O Quarto de Jack


Olá pessoal! Hoje estamos aqui para falar da maior estreia da semana, a premiada adaptação do best-seller de Emma Donoghue, O Quarto de Jack. O filme conta a história de Jack (Jacob Tremblay), um menino de cinco anos que cresceu em cativeiro e é totalmente não familiarizado com o mundo exterior e vive lá com sua mãe Joy (Brie Larson), sob a crueldade de um homem conhecido como "Velho Nick" (Sean Bridgers). De princípio, o filme é aquele clássico estilo calmo e sereno, ausente de uma trilha sonora constante, o filme realmente reflete a realidade da crueldade de algumas pessoas, que acabam virando vítimas de sequestradores doentios. Começando pelo roteiro adaptado, que é um dos melhores que já vi, quase sem falhas.


Boas...quer dizer...Ótimas atuações foram muito bem realizadas pela atriz Brie Larson, que interpretou a mãe de Jack e também pelo jovem e promissor Jacob Tremblay, de apenas 9 anos, que já se mostra mais uma revelação que começou cedo, e embora, este seja o seu primeiro papel de grande atenção, ele se mostra capaz de nos surpreender ainda mais. O filme em si é algo impressionante, não diria inovador, mas uma pitada aparente de drama com superação cria uma mistura infalível de contos cativantes e emocionantes, sem mencionar também o reflexo de uma sociedade do submundo cruel, retratada pelo sequestrador "Nick", vivido por Sean Bridgers.

No começo você já entende que para Jack, que ainda é muito jovem, aquele quarto é o único mundo que ele conhece como real, refletindo a inocência e a fragilidade de um garoto de apenas cinco anos de idade. Esse lado da trama é algo realmente tocante, pois você acaba sentindo pena do garoto e da mãe, que teve de mentir pra ele todo esse tempo para não magoá-lo, um instinto natural de uma mãe jovem e desesperada. Embora o garoto adore o quarto, sua mãe vem com planos mirabolantes para sua fuga, para que ele possa viver a vida, mas embora isso talvez faça sentido para Jack, o garoto ainda vive o espírito ingênuo típico de sua idade.


Com suas fantasias de criança, Jack consegue reprimir o pensamento de que haja um mundo real, já que para ele, as paredes do quarto são a Terra, e que "lá fora", seja o espaço sideral. O tocante personagem é visto em diferentes crises de humor como raiva e tristeza, talvez ocasionadas pelo espaço realmente pequeno que é o Quarto. O filme mostra uma espécie de "crossover" entre o sofrimento de uma mãe bipolar e um garoto sonhador, um estilo diferente, uma história diferente, emocionante, chocante e misturada de jeitos diversos, algo realmente para ser lembrado, realmente algo estrondoso feito com baixo orçamento, mas que na mão de um grande diretor (Lenny Abrahamson), fez bonito.

Concluindo, O Quarto de Jack vale cada minuto de sua apresentação, um filme muito bom que faz você sentir pena do personagem no começo, mas orgulho no fim, deixando bem claro que não só porque as coisas parecem ou estão ruins, sempre há uma chance de superação. Não deixem de conferir no cinema mais próximo!






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